…tudo eu, tudo meu

Porque metade de mim é partida mas a outra metade é saudade!

Caixa Empoeirada

foto ilustrativa

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Hoje acordei às 4:00hs da manhã e como tenho feito ultimamente fui preparar meu café meio amargo pra tomar enquanto fumo meu cigarro matutino. Vício(zinho) esse que preciso abandonar logo, eu sei. Depois do café pronto e das primeiras baforadas me veio na cabeça a idéia de mexer em umas caixas antigas cheias de ‘quinquilharias’ de, pelo menos, uns 7 anos atrás. Eu sabia que lá havia muitas coisas de quando eu cheguei aqui em Fortaleza como apostilas de cursinhos preparatórios para vestibular, CDs de New Age, fotos antigas, cartas antigas, livros de psicologia e textos de Wicca entre outras coisas. Até porque eram essas coisas que faziam a minha cabeça na época e nada mais natural que lá estar o reflexo disso tudo.
Comecei a mexer com uma mão as caixas empoeiradas enquanto a outra segurava o meu café. Uma por uma comecei a tirar coisa por coisa e a cada novo objeto uma lembrança me vinha a mente.
  • As fitas K7 das meditações indianas – que para o meu desgosto estão todas mofadas;
  • Os textos ‘made in Google’ sobre paganismo e Wicca – confesso: ai que saudade da época que a Antiga Religião me era a ‘grande descoberta’;
  • As cartas de amigos de despedida e de antes da era E-Mail;
  • Dois livros da Doutrina Espírita;
  • O jornal com a classificação dos aprovados na Unifor em Jornalismo – eu entrei no 21lugar;
  • Fotos de muitas pessoas especiais que o destino tirou da minha vida e de suas histórias;
  • Um colar cheio de pedras brancas com o nome ‘fulana’ e Róger que ganhei de uma ex-namorada;
  • CDs de músicas que na época me faziam sonhar e dançar. Tudo era muito novo, inclusive as músicas. Um dos CDs é do Fala Mansa e me fez recordar a Andréia e um outro tem uma música do Lulu Santos que me lembra uma calourada da UFC que choveu muito. A música rolou por diversas vezes nesse dia…
  • Um vidro de perfume seco que eu usava… meu cheiro de 1999 e que nenhum dos meus atuais amigos já sentiu em mim;
  • Um relógio que ‘se esqueceu’ de parar e que até hoje marca o tempo me lembrando que a vida passa e que os momentos não voltam.

Havia outras coisas na outra caixa mas apenas ‘mais do mesmo’. Outras lembranças, outras sensações. Não dá para descrever tudo aqui e eu não quero. Quero mesmo é guardar isso pra mim. Gostaria de passar o dia de hoje todo mexendo nessas coisas, ouvindo cada música centenas de vezes, relembrando cada momento. Porém, eu não posso. Tenho aula já já e um dia todo para resolver coisas. Muita coisa mudou de lá para cá como a faculdade que não terminei e mudei para Gastronomia, os sonhos que desfiz, o rosto que envelheceu pegando carona nas rugas, os amores que se foram e, muitas vezes, as alegrias e o sorriso de paz que antes morava nos dois cantos da minha boca e que hoje teimam em correr mais que as minhas pernas.

Mas é assim mesmo! Buddha falava da impermanência das coisas. Tudo muda. Tudo está em total movimento! É assim que tem que ser. Graças que existem as caixas. Graças que existem as músicas. Graças que existem as lembranças e entre elas a de uma música numa calourada com chuva!

PRECISO COMEÇAR A FAZER UMA CAIXA NOVA…

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21 de setembro de 2009 - Posted by | Dia-a-Dia

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