Na Cafeteria
Sobre a mesa, uma pasta, uma bolsa, um guarda-chuva
preto (e um céu que não queria chover), adoçante, açúcar (esqueceste de
pedir o mascavo), sorrisos largos, uma bandeja “suicida”, uma fatia
gigantesca de torta (que tu juraste que não comerias inteira), um café
com leite, um expresso duplo, pequenos goles, grandes planos.
E
quatro mãos que matavam a saudade.
- Um dia, casa comigo?
-
Caso.
PS: Porque de vez em quando a poesia não está nas linhas,
entrelinhas, reticências, letras do Djavan, na voz da Marisa. De vez em
quando a poesia habita dois corações. E apenas dois corações sabem do
que são capazes.
(Natália Anson Lima – Na Cafeteria)
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É verdade, ás vezes a poesia habita a extensão de um olhar. Outras vezes podemas encontrá-la em meio ao silêncio. Pode até passar despercebida, disfarçada num gesto de carinho.
Texto legal,
Abraço!